RAIVA DOS HERBÍVOROS: SINDICATO RURAL ORIENTA PRODUTORES SOBRE SINAIS, PREVENÇÃO E CUIDADOS

  • Última modificação do post:setembro 9, 2026

Caso confirmado em propriedade rural de Santa Helena de Goiás reforça a importância da atenção aos sinais da doença e da comunicação imediata às autoridades sanitárias. 

 

 

Um caso de raiva dos herbívoros foi confirmado recentemente em uma propriedade rural localizada em Santa Helena de Goiás. A ocorrência reforça a importância de produtores e trabalhadores rurais estarem atentos aos sintomas e adotarem os cuidados necessários diante de qualquer suspeita.

De acordo com o médico veterinário do Sindicato Rural de Rio Verde, Juliano Aquino, a raiva é uma doença grave, que pode atingir diferentes espécies de animais, como bovinos, equinos, ovinos e caprinos, além de representar risco à saúde humana. “É uma doença que exige atenção porque a transmissão pode ocorrer pelo contato com a saliva de um animal infectado, principalmente por meio de mordidas, arranhões ou contato com ferimentos e mucosas”, explica o veterinário.

Entre os principais sinais que podem indicar a presença da doença estão mudanças de comportamento, dificuldade para andar, falta de coordenação, tremores, salivação excessiva e paralisia.

Juliano orienta que o produtor não tente conter, medicar ou manipular um animal que apresente sintomas suspeitos. “Na presença de sinais neurológicos ou de um comportamento diferente do habitual, o produtor deve evitar o contato com o animal e comunicar imediatamente o serviço de defesa sanitária. Não é recomendado tratar o animal por conta própria”, alerta.

A vacinação é uma importante ferramenta para proteger os animais contra a raiva. Em situações de foco confirmado, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) orienta as medidas sanitárias que devem ser adotadas na propriedade e nas áreas próximas.

Além da vacinação, o controle do morcego hematófago, conhecido como morcego-vampiro, também faz parte das ações de prevenção e controle da doença.

Para Juliano, a prevenção deve fazer parte da rotina da propriedade. “O produtor deve observar os animais diariamente e procurar orientação sempre que identificar alguma alteração. Quanto mais cedo uma suspeita for comunicada, mais rápido as medidas de controle podem ser adotadas”, destaca.

Uma dúvida comum entre os produtores é se a comunicação de um caso suspeito pode resultar em bloqueio ou penalização da propriedade. Segundo a Agrodefesa, a notificação de suspeita ou a confirmação de um caso de raiva não gera bloqueio da propriedade nem penalidade ao produtor.

A comunicação é necessária para que as equipes possam realizar a investigação, coletar amostras e adotar as medidas de controle, sem custo para o produtor.

As suspeitas podem ser comunicadas pelo e-Sisbravet, diretamente nas Unidades Operacionais Locais da Agrodefesa, pelo telefone (62) 98164-1128 ou pelo WhatsApp (62) 98164-1188.

O médico veterinário explica que até o momento, não houve nenhuma alteração quanto ao calendário de vacinação.