
O mercado de exportação de milho começa a ganhar força neste início de agosto, impulsionado principalmente pelo avanço da colheita da segunda safra, que aumenta a oferta do cereal e favorece os embarques nos portos brasileiros. Apesar de julho ter fechado com um volume inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, os números revelam uma retomada gradual do ritmo das exportações e indicam um cenário mais favorável para as próximas semanas.
Levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra que o Brasil embarcou 1,94 milhão de toneladas de milho em julho de 2026, ou seja, cerca de 80% das 2,43 milhões de toneladas exportadas em julho de 2025. Ao longo dos 23 dias úteis do mês, a média diária ficou em 84,5 mil toneladas, resultado 20,2% menor do que a média registrada no mesmo período do ano anterior.
Apesar da comparação anual ainda apontar retração, a evolução dos embarques dentro do próprio mês chama a atenção. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, a média diária era de pouco mais de 60,5 mil toneladas. Com o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade do milho, esse volume subiu para 74,9 mil toneladas nos 18 primeiros dias úteis e encerrou o mês alcançando uma média de 84,5 mil toneladas por dia.
O avanço registrado ao longo das últimas semanas mostra que as exportações ganharam ritmo em julho e fortalece a expectativa de um agosto mais intenso. Os primeiros embarques do mês, somados à programação dos portos, sinalizam uma demanda internacional mais aquecida, o que deve favorecer o escoamento da produção brasileira nas próximas semanas.