CHUVAS INTENSAS EM JANEIRO DE 2026 EM RIO VERDE

  • Última modificação do post:fevereiro 2, 2026

Janeiro de 2026 entrou para a história climatológica de Rio Verde ao registrar 475 milímetros de chuva, consolidando-se como o segundo janeiro mais chuvoso desde 1972, segundo dados analisados pelo climatologista Dr. Gilmar de Oliveira Santos. O volume só fica atrás de janeiro de 2013, quando foram contabilizados 539 milímetros.

 

Além do alto acumulado, o que chama atenção é a frequência das precipitações: choveu ou houve registro de chuvisco em 28 dos 31 dias do mês, caracterizando um período de elevada persistência de umidade no solo e no ambiente produtivo. As condições atmosféricas atuais ainda indicam continuidade das chuvas nos próximos dias de fevereiro, mantendo o cenário de atenção para o setor agropecuário.

 

Esse padrão de precipitação ocorre em um momento sensível do calendário agrícola, quando muitos produtores da região iniciam a colheita da soja e se preparam para a entrada das máquinas no campo. O excesso de chuva pode provocar atrasos na colheita e consequentemente atraso no plantio da segunda safra.

 

Outro ponto de preocupação é o impacto direto na qualidade do grão, com risco de elevação da umidade, avarias e maior incidência de doenças fúngicas, especialmente em áreas onde a colheita é postergada. Também há reflexos na logística interna das propriedades, no armazenamento e no cumprimento de contratos.

 

Especialistas reforçam que, diante desse cenário, o produtor deve acompanhar diariamente as previsões meteorológicas e rever o planejamento da colheita.

 

O momento exige decisão técnica, cautela e gestão de risco para reduzir prejuízos e garantir segurança tanto para as equipes quanto para a produção. O acompanhamento climático segue sendo uma ferramenta estratégica para o produtor rural neste início de ano agrícola.