O Laboratório de Fitopatologia, referência no monitoramento e diagnóstico da ferrugem asiática da soja, inicia oficialmente suas atividades no dia 05 de janeiro de 2026, em Rio Verde (GO), com atendimento direto aos produtores rurais da região. O serviço é resultado de uma sólida parceria entre o Sindicato Rural de Rio Verde, Xecape Rural, Gapes e a Universidade de Rio Verde (UniRV), e está disponível há 17 anos, sendo considerado fundamental para a prevenção e o controle da doença.
A ferrugem asiática da soja é a doença mais severa da cultura, com alto potencial de causar prejuízos econômicos. O primeiro registro no Brasil ocorreu em 2001 e, desde então, devido à facilidade de dispersão do fungo — principalmente pelo vento —, a doença se espalhou rapidamente pelas principais regiões produtoras do país. Seu principal dano é a desfolha precoce, que compromete o enchimento dos grãos e resulta em redução significativa da produtividade.
A região de Rio Verde possui histórico de ocorrência da ferrugem asiática em safras anteriores, o que reforça a importância do monitoramento constante, especialmente nas fases iniciais do desenvolvimento da soja. A agressividade da doença exige diagnóstico rápido e decisões técnicas precisas para garantir um controle eficiente e evitar perdas na lavoura. Vale destacar que a ferrugem asiática pode surgir com apenas dois dias de molhamento foliar, o que aumenta ainda mais a necessidade de vigilância contínua.
Diante desse cenário, o laboratório reabre suas atividades a cada safra justamente para auxiliar o produtor rural, oferecendo suporte técnico, diagnóstico confiável e informações estratégicas para a tomada de decisão no manejo da cultura. O trabalho desenvolvido contribui diretamente para a sustentabilidade da produção e para a segurança fitossanitária da região.
O atendimento será realizado de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 11h00 e das 12h00 às 17h00. Aos sábados, o laboratório funcionará das 08h00 ao meio-dia. O serviço é gratuito e está disponível para todos os produtores rurais, associados ou não, reforçando o compromisso das instituições parceiras com a defesa sanitária da soja e com o fortalecimento do agronegócio regional.